{"id":155622,"date":"2026-05-24T21:29:00","date_gmt":"2026-05-25T00:29:00","guid":{"rendered":"https:\/\/idhbrasil.pro.br\/?p=155622"},"modified":"2026-05-24T21:29:00","modified_gmt":"2026-05-25T00:29:00","slug":"pesquisa-da-usp-encontra-microplasticos-em-aguas-profundas-da-bacia-de-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/idhbrasil.pro.br\/?p=155622","title":{"rendered":"Pesquisa da USP encontra micropl\u00e1sticos em \u00e1guas profundas da Bacia de Santos"},"content":{"rendered":"\n<div>\n<p><strong>Estudo identificou fibras pl\u00e1sticas e poluentes persistentes em sedimentos, peixes e invertebrados coletados entre 400 e 1.500 metros de profundidade, a cerca de 140 km da costa.<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisadores do <strong>Instituto Oceanogr\u00e1fico da Universidade de S\u00e3o Paulo (IO-USP)<\/strong> e do <strong>Instituto de Pesquisas Energ\u00e9ticas e Nucleares (Ipen)<\/strong> identificaram <strong>micropl\u00e1sticos e poluentes org\u00e2nicos persistentes<\/strong> em \u00e1guas profundas da <strong>Bacia de Santos<\/strong>, no litoral paulista. A an\u00e1lise foi feita em sedimentos, peixes e invertebrados coletados entre <strong>400 e 1.500 metros de profundidade<\/strong>, em uma \u00e1rea localizada a aproximadamente <strong>140 quil\u00f4metros da costa<\/strong>.<\/p>\n<p>O estudo foi publicado no peri\u00f3dico cient\u00edfico <strong>Marine Pollution Bulletin<\/strong> e integra uma linha de pesquisa apoiada pela <strong>FAPESP<\/strong> sobre biodiversidade e impactos ambientais no oceano profundo. Segundo a Ag\u00eancia FAPESP, os materiais encontrados incluem fibras pl\u00e1sticas e compostos usados como <strong>isolantes el\u00e9tricos<\/strong> e <strong>retardantes de chamas<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>O que a pesquisa encontrou<\/strong><br \/>A equipe analisou duas classes de poluentes org\u00e2nicos persistentes: os <strong>PCBs<\/strong>, compostos usados historicamente como isolantes el\u00e9tricos, e os <strong>PBDEs<\/strong>, utilizados como retardantes de chamas. Nos sedimentos, os pesquisadores detectaram PCBs. J\u00e1 nos peixes analisados, foram encontradas as duas classes de poluentes.<\/p>\n<p>Entre os invertebrados, o foco foi a busca por micropl\u00e1sticos, fragmentos com menos de <strong>5 mil\u00edmetros<\/strong>. Uma das esp\u00e9cies com maior presen\u00e7a desses materiais no sistema digest\u00f3rio foi o pepino-do-mar <strong>Deima validum<\/strong>, organismo que vive no fundo do mar e se alimenta de detritos.<\/p>\n<p><strong>Por que o dado preocupa<\/strong><br \/>O mar profundo costuma ser percebido como um ambiente distante da atividade humana. O estudo mostra o contr\u00e1rio: res\u00edduos produzidos em \u00e1reas costeiras, industriais ou urbanas podem alcan\u00e7ar regi\u00f5es de dif\u00edcil acesso, afetando organismos que vivem a centenas ou milhares de metros abaixo da superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Os pesquisadores apontam que micropl\u00e1sticos e poluentes persistentes podem ser transportados por diferentes caminhos, incluindo correntes oce\u00e2nicas, sedimentos, atmosfera e atividades econ\u00f4micas no mar. A origem exata dos contaminantes ainda precisa ser aprofundada em novas pesquisas.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o ao leitor<\/strong><br \/>\u2714\ufe0f <strong>Reduza o uso de pl\u00e1stico descart\u00e1vel<\/strong>, especialmente sacolas, copos, talheres e embalagens de uso \u00fanico<br \/>\u2714\ufe0f <strong>Descarte corretamente lixo dom\u00e9stico, \u00f3leo, medicamentos e produtos qu\u00edmicos<\/strong><br \/>\u2714\ufe0f <strong>Nunca jogue res\u00edduos em bueiros, c\u00f3rregos, rios ou praias<\/strong><br \/>\u2714\ufe0f <strong>Priorize coleta seletiva e reciclagem quando houver servi\u00e7o dispon\u00edvel<\/strong><br \/>\u2714\ufe0f <strong>Denuncie descarte irregular de lixo e efluentes aos \u00f3rg\u00e3os ambientais municipais ou estaduais<\/strong><br \/>\u2714\ufe0f <strong>Em cidades litor\u00e2neas, respeite regras de limpeza de praia, marinas, pesca e navega\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\u2714\ufe0f <strong>Empresas devem manter controle rigoroso de efluentes, embalagens, res\u00edduos industriais e materiais sint\u00e9ticos<\/strong><\/p>\n<p>Os micropl\u00e1sticos podem vir de embalagens, tecidos sint\u00e9ticos, pneus, tintas, equipamentos industriais, res\u00edduos urbanos e materiais usados em atividades mar\u00edtimas. Uma vez no ambiente, fragmentam-se em part\u00edculas pequenas e podem ser ingeridos por organismos marinhos.<\/p>\n<p>Os poluentes org\u00e2nicos persistentes preocupam porque t\u00eam degrada\u00e7\u00e3o lenta e podem permanecer no ambiente por longos per\u00edodos. Em cadeias alimentares, compostos desse tipo podem se acumular em organismos e circular entre diferentes n\u00edveis da vida marinha.<\/p>\n<p>O estudo da USP e do Ipen \u00e9 um primeiro levantamento e deve ser aprofundado. Ainda assim, o resultado j\u00e1 aponta a necessidade de monitorar o oceano profundo brasileiro com mais regularidade, especialmente em \u00e1reas de intensa atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o de micropl\u00e1sticos e poluentes persistentes em \u00e1guas profundas da Bacia de Santos mostra que a polui\u00e7\u00e3o humana alcan\u00e7a ambientes antes considerados remotos. Para S\u00e3o Paulo, o alerta \u00e9 direto: preservar o litoral exige a\u00e7\u00f5es integradas de saneamento, gest\u00e3o de res\u00edduos, fiscaliza\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7a de consumo. O mar profundo pode estar longe da rotina urbana, mas j\u00e1 registra os impactos dela.<\/p>\n<p><strong>Vinicius Moror\u00f3 \u2013 Jornalista At\u00edpico<\/strong><br \/><strong>Editor-Executivo-Regional<\/strong><br \/><strong>HostingPRESS Ag\u00eancia de Not\u00edcias de S\u00e3o Paulo<\/strong><br \/>Conte\u00fado distribu\u00eddo por nossa Central de Jornalismo<br \/>Reprodu\u00e7\u00e3o autorizada mediante cr\u00e9dito da fonte<br \/>Portal criado para conectar os leitores da regi\u00e3o ao melhor conte\u00fado<br \/>Somos l\u00edderes de audi\u00eancia local. 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Editor-chefe do Jornal Impacto Cotia, com foco em jornalismo investigativo, interesse p\u00fablico e an\u00e1lise cr\u00edtica de temas pol\u00edticos, sociais e institucionais.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo identificou fibras pl\u00e1sticas e poluentes persistentes em sedimentos, peixes e invertebrados coletados entre 400 e 1.500 metros de profundidade, a cerca de 140 km da costa. 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